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Ralston

  • Foto do escritor: Thaís Coelho
    Thaís Coelho
  • 26 de jul. de 2020
  • 3 min de leitura


Entrei em contato com a Ralston para saber se a marca é livre de crueldade animal - jul/2020.

A exploração animal na indústria da alimentícia pode se dar em diversos níveis, seja considerando os animais e suas partes como ingredientes, testando a eficácia e qualidade dos seus produtos neles, patrocinando eventos que os exploram, etc.


Os testes em animais na indústria alimentícia possuem diversas finalidades, como verificar os efeitos do consumo no corpo (principalmente em alimentos voltados para alimentação saudável, com probióticos, etc), para testar se os produtos auxiliam em problemas de saúde (como obesidade, diarreia, etc) e para mensurar o desempenho do produto (como em bebidas energéticas). Vale lembrar que comumente estes testes em animais envolvem uma considerável quantidade de animais, grupos alterados e grupos controle, mortes prematuras, indução de doenças, repetição até se atingir o objetivo e, claro, morte de todos os animais ao fim do experimentação (quer os resultados sejam satisfatórios ou não).


E sobre os animais como ingredientes, apesar de óbvio que ocorre a morte destes animais, é importante ressaltar todo o processo de criação e exploração que os animais sofrem, não é porque serão abatidos (e lutamos contra isso) que devemos ignorar empresas que não fazem o mínimo para evitar o sofrimento deles ao longo da vida.


Outra ponto que deve ser observado é no caso de empresas que trabalham diretamente com o produtor, pois em muitos cultivos os animais podem ser explorados, seja utilizando tração animal tanto para arar a terra quanto para carregar produtos colhidos, e também treinando os animais para que eles façam a colheita em árvores altas, como é o caso de coqueiros.


A troca de e-mails com a Ralston foi tranquila e bem completa, todas as respostas se deram de forma muito atenciosa. Quem tirou minhas dúvidas foi o Tania Ralston, uma das responsáveis pela empresa.

Empresa

A marca Ralston é de uma empresa familiar e está em sua terceira geração, hoje pertence à quatro netos do fundador, Jorge Uchôa Ralston.

A Ralston fabrica os próprios produtos, eles fazem doces de frutas: goiaba, banana e abóbora.


Testes em Animais

A empresa não faz uso de testes em animais em nenhuma esfera, e também não há nenhum outro tipo de envolvimento animal com a produção dos produtos.


"Temos como base fazer doces na mesma qualidade que os caseiros mas numa quantidade industrial, o processo se divide na parte manual (como colheita, seleção das frutas, descascar...) e industrial (cozimento, embalar...). Isso nos garante o sabor, textura, cor numa qualidade A, mas num valor de mercado acessível."


Fornecedores

Os fornecedores nesse caso seriam os produtores. As goiabas são plantadas na fazenda da própria empresa e as bananas e abóboras são compradas de produtores vizinhos.

A Ralston garante que não são utilizados animais em nenhuma etapa do processo de plantio e colheita, seja pra arar a terra, para transportar itens colhidos ou com animais treinados (como citei no início). E eles garantem essa condição tanto para suas fazendas quanto para os fornecedores de bananas e abóboras.


Os demais ingredientes que utilizam na produção são comprados de outros fornecedores e a Ralston afirma que são solicitadas certificações para garantir que as práticas estejam de acordo com o que praticam na empresa.


Patrocínio de Eventos com Animais

A Ralston não patrocina nenhum evento que envolva exploração animal.

"Fazemos doações mensais para hospitais, lares e orfanatos. Periodicamente à algum evento que vá ser benéfico à cidade que estamos, Terra Roxa - SP."

Composição

Todos os produtos são livres de ingredientes de origem animal.


A Ralston é uma marca apta para veganos!

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